Com a inflação o volume de vendas cai, mas faturamento de bares e restaurantes sobem 30% no Dia das Mães

De acordo com estimativas da Federação Nacional, as vendas no varejo para o Dia das Mães chegaram a 14,42 bilhões de reais, uma queda de 1,8% em relação ao movimento financeiro real, ajustado pela inflação do ano anterior. Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Agora, as vendas em 2021 chegarão a 14,68 bilhões de reais.

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Embora a projeção dessa data fosse reduzida, o valor ainda é superior aos 8,8 bilhões de reais registrados em 2020, no auge da pandemia de covid-19, quando a maioria das instituições estava fechada.  As contas de bares e restaurantes do país teve a estimativa superior a 30% na data comemorativa de Dia das Mães, em relação ao mesmo período do ano passado. Previsões da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel)

Estimativa foi positiva

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O levantamento do CNC revelou que nenhum dos 26 itens que compõem a cesta de bens e serviços avaliada deve ter retratação em relação ao ano anterior. Portanto, sob as pressões inflacionárias atuais, a variação média desses itens é de cerca de 10,6%, que deve ser a maior da série histórica iniciada em 2013.

Contudo, os itens medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) acumulado em 12 meses destacaram a variação dos preços de eletrodomésticos como geladeiras (+27,8%) e fogões (+24,9%). Da mesma forma, os produtos de móveis para datas especiais também tendem a apresentar variação significativa (+19,4%), o que desestimulou a busca por esses produtos, principalmente devido à tendência recente de aumento dos custos de crédito.

Rendimentos da data comemorativa

No entanto, em algumas capitais, os rendimentos tiveram aumentos significativos, se comparados ao fim de semana do Dia das Mães de 2019 antes da pandemia de covid-19, segundo a entidade. Entretanto, em Belo Horizonte, as expectativas foram 20% maiores do que as contas de 2019; em São Paulo e Rio de Janeiro, 15% maiores.

Além disso, segundo Paulo Solmucci, presidente -executivo da Abrasel, o Dia das Mães é o segundo melhor dia do ano em termos de eventos de restaurantes, depois do Dia dos Namorados. Ou seja, isso porque este ano, caminhamos para o fim da pandemia, sendo assim diminuindo as restrições de saúde da Covid-19. Com isso, trouxe mais confiança aos consumidores que precisam reabastecer as mesas do restaurante neste dia especial.

Aumento significativo desde o começo da pandemia

Da mesma forma, uma pesquisa do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Pesquisas Econômicas Fundação Getulio Vargas) que foi baseado em 31 serviços e produtos do Índice de Preços ao Consumidor-Mercado (IPC-M) mostrou que a compra de presente foi maior nos últimos 12 anos. Portanto, no meio do mês, os serviços e serviços do Dia das Mães registraram o maior aumento dos últimos 20 anos, 9%, ligeiramente abaixo da inflação acumulada de 10,37% no período. Em 2003, foi ajustado para 10,83%.

Em suma, a pesquisa ainda ressaltou que, impulsionado pelo aumento de 72,83% nos preços das passagens aéreas, o setor de serviços impulsionou a inflação, com alta de 13,79%. Mas, ainda na cesta de serviços, restaurantes cresceram 8,13%, hotéis (5,72%), excursões e passeios (4,54%) e salões de beleza (4,19%), embora abaixo da inflação.

Para finalizar, entre as principais cestas de presentes para as mães nesse período, a Economist registrou um aumento médio de 4,25% na cesta de 22 bens duráveis ​​e semiduráveis. Os maiores aumentos foram nas indústrias de eletrodomésticos e têxteis: camas, mesa e banhos (11,04%), freezers e geladeiras (8,73%), máquinas de lavar (7,5%), fornos e microondas (6,75%) e vestuário feminino (6,62%). Por outro lado, produtos como perfumes (0,15%), computadores e periféricos (0,34%), celulares (0,65%), cosméticos (0,92%) e fogões (1,97%) tiveram os menores aumentos.

Saiba também: Você sabe preparar o seu negócio para as vendas do Dia das Mães?

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