Pesquisa mapeia os perfis dos empreendedores nas maiores favelas do Brasil

De acordo com a Outdoor Social Intelligence, 42,9% dos empreendedores de favelas precisam de investimento ou crédito para expandir seus negócios. A pesquisa foi nas 15 maiores favelas do Brasil, e entrevistou 447 moradores sobre o potencial de gastos, e essa pesquisa será lançada oficialmente em 1º de maio, Dia do Trabalho.

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Segundo o estudo, as favelas são caracterizadas pela informalidade. Um total de 84% dos empreendedores não possui Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). A primeira provocação é direcionada à entidade que formaliza a pessoa. Por que esse empresário acha que não há vantagem em se regularizar? Emilia Rabello, CEO da Outdoor Social, comentou que é preciso trazer facilidades que aproveitem esse registro.

Sobre a pesquisa

O CEO explicou que um dos objetivos da pesquisa era mostrar às marcas o potencial dessas regiões. Os 15 locais estudados têm um potencial de consumo anual combinado de quase 10 bilhões de reais. Ou seja, além da ajuda necessária, há oportunidades de mercado. As marcas precisam ver esses brasileiros e fazer essa transição pela economia.

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Serviços gerais (20,1%), alimentação e bebidas (16,9%), salões de beleza (12,6%), negócios (9,5%) e acessórios de moda (9,3%) são os principais ramos ao redor. Outro ponto que a Outdoor Social destaca é como os donos desses negócios compram seus insumos. Cerca de 37% preferem atacado/atacado e apenas 10,6% compram diretamente da indústria.

Empreendedores das favelas

Essa pesquisa foi feita com moradores das comunidades de Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Fortaleza, Recife, Belém e São Luís. A margem de erro desse estudo foi de 5%.

A maioria dos empreendedores (91,8%) tem contas mensais de até R$ 5 mil por mês. Dos entrevistados, 51% usam máquina de cartão de crédito. PagSeguro, Mercado Pago e Moderninha são as principais formas de recebimento de pagamentos dos clientes. Além disso, pesquisas mostram que 58% das pessoas ainda não vendem em e-commerce.

Emilia Rabello destaca que essas comunidades são fruto da falta de planejamento e desenvolvimento urbano. Em suma, o que foi feito nesse estudo foi desconstruir o termo favela, porque favela não é apenas um lugar de necessidade, ou seja, não é apenas um lugar que precisa de assistência social ou que apareça nas paginas policiais. O objetivo foi dizer ao público que há comércios nesses locais que precisam de visibilidade.

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