Crise faz empresários utilizarem economias próprias para manter suas empresas

Com a chegada da pandemia de Covid-19 no Brasil, milhares de pequenos empresários tiveram que se movimentar, usar a criatividade e muitas vezes utilizar de reservas financeiras pessoais, que na maioria dos casos seriam destinados á compra da casa própria, veículo de transporte ou até a educação dos filhos, para conseguirem manter seus negócios de pé em meio a crise.

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Todavia, a situação chegou a esse patamar por conta da inflação, os microempreendedores vinculam o cenário atual a esse problema, pois com os valores de produtos maiores, consequentemente o custo da produção é elevado, o preço da mercadoria aumenta e o cliente se afasta da compra. No acumulado oficial dos últimos 12 meses, a inflação é de 11,73%.

Empreendedores se espantam com a alta dos preços

Empresários de todas as áreas se assustaram com o valor de suas matérias primas para manter o estoque. Confeiteiros que tiveram ascensão nos últimos anos se surpreenderam ao visitar os supermercados e verem o açúcar refinado que custava R$2 ir para R$4, e as barras de chocolate ao leite de 2.5 kg que antes saia por R$28 e pulou para os R$60.

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No entanto, conforme os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com a inflação oficial no país, o morango teve aumento considerável de 57,63%, o preço do açúcar refinado subiu 35,74%, o chocolate em barra aumentou 10,18%, o leite condensado, por sua vez, subiu 6,27% na soma dos últimos 12 meses. Com isso é inevitável não mexer no orçamento pessoal.

O IPCA de 2022 acumula alta de 4,75%, nos últimos 12 meses a marca ficou em 11,73%. Os grupos mais impactados com a inflação dos preços foram os do vestuário e transportes, sendo vestuário 2,11% e transportes 1,34%. Donos de marcas independentes na moda tiveram que procurar alternativas mais em conta e usar a criatividade na produção.

Por que conhecer o índice acumulado do IPCA?

Os dados do IPCA são divulgados mensalmente pelo IBGE, em que você pode acompanhar no próprio site do instituto. Ele informa quanto diminuíram ou aumentaram os preços dos produtos consumidos pelos brasileiros. Esse índice pode interferir no poder de compra da sociedade, pois se a variação do salário for menor de um ano para o outro em relação ao IPCA, o consumidor perde poder de compra, porque os preços sobem mais do que sua renda.

É nesse ponto que os empresários se veem obrigados a mexer em sua reserva financeira pessoal. Dinheiro esse que muita das vezes seria destinado a melhor qualidade de vida como a compra da casa própria, educação de qualidade para os filhos, planos de saúde ou aquisição de um veículo, são passados para trás na lista de prioridades para conseguirem manter o negócio funcionando e sustentando a família.

Projetos e recomendações aos empreendedores

Com o cenário da pandemia instaurado e a economia enfraquecida, foram criados diversos projetos, principalmente pelo Governo Federal para liberar empréstimos e linha de crédito para microempreendedores nos últimos três anos. Mas, o objetivo é, além de ajudar a manter quem já possui seu próprio negócio, conseguir encorajar as pessoas a abrirem um.

Contudo, para ter acesso às linhas de crédito é preciso procurar a instituição financeira de preferência e ver se é ligado a algum projeto como o FAMPE, do Sebrae, com ele é possível garantir até 80% de um financiamento, e dependendo do porte empresarial o financiamento pode variar de R$10 mil a R$700 mil, segundo o próprio Sebrae.

Apesar dos projetos, ter acesso a essa linha de crédito não é tão fácil, não são todos os empreendedores individuais que conseguiram o direito ao benefício desde o início da pandemia, isso faz com que muitos encontrem dificuldades.

Em suma, com a inflação, empresários se veem obrigados a aumentar também o valor da sua mercadoria, o que muitas vezes causa o afastamento dos clientes. Uma pesquisa do Sebrae apontou que o aumento dos custos (50%) e a falta de consumidores (21%) são os fatores que mais atrapalham o negócio. Portanto, o recomendado é ter um bom controle financeiro, sabendo sobre todo o dinheiro que entra e sai, e fazer um reajuste escalonado, mudando os preços aos poucos.

Veja também: Segundo pesquisas para 70% dos brasileiros, as empresas não sabem lidar com saúde mental

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