O Brasil amplia exportações para China, pós o temor inicial do anuncio do presidente estudiniense Donaldo Trump era de crise, desemprego e terra arrasada no Brasil, principalmente pela recusa do governo americano de negociar, impondo condições inexequíveis para que revise a taxação de 50%, que era a interferência politica e principalmente jurídica pela condição do ex-presidente e representante maior da extrema direita brasileira e aliado do presidente norte americano, Diferente do que aconteceu com outros países que os motivos e paramentos para a taxação foram só econômicos.

Exportações brasileiras crescem com força na Ásia
Para algumas cadeias produtivas, em que o mercado tem especificidades e só os americanos compram, precisam de apoio do governo, até se reorganizarem. No entanto, no geral, às tarifas encareceram a entrada dos produtos nos EUA. Ou seja: quem paga são as empresas e consumidores americanos. O Brasil, por sua vez, redirecionou mercadorias para outros mercados e manteve suas exportações em alta.
Tomando agosto, mês que entrou em vigor como referência, mesmo com a tarifa de 50% dos EUA sobre exportações brasileiras, os números mostraram outro cenário:
– Ibovespa subiu 6,68%, puxado pela entrada de capital estrangeiro.
– Exportações cresceram 3,9%, chegando a US$ 29,86 bi.
– Vendas para China, Hong Kong e Macau avançaram 29,9%.
– Para a Argentina, o salto foi de 40,4%.
– O saldo comercial fechou positivo em US$ 6,13 bi — 35,8% maior que no mesmo mês de 2023.
As exportações brasileiras para a China, Hong Kong e Macau cresceram 29,9% em agosto de 2025, totalizando US$ 9,6 bilhões. Esse salto ocorreu no mesmo mês em que entraram em vigor as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, o que redirecionou parte da demanda chinesa para o mercado brasileiro.
Enquanto isso, as importações brasileiras vindas da China caíram 5,8%, gerando um superávit de US$ 4,06 bilhões na balança comercial bilateral. A corrente de comércio entre os países aumentou 14,1%, alcançando US$ 15,13 bilhões.
Recorde histórico nas exportações brasileiras
De janeiro a agosto de 2025, o Brasil exportou US$ 227,6 bilhões — o maior valor já registrado na série histórica. As importações no mesmo período somaram US$ 184,8 bilhões, resultando em uma corrente de comércio de US$ 412,35 bilhões, crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período de 2024.
Comparativo com os EUA
Enquanto as exportações para a China cresceram, as vendas para os Estados Unidos despencaram 18,5% em agosto, somando apenas US$ 2,76 bilhões. O impacto do tarifaço imposto por Donald Trump foi evidente na retração comercial entre os dois países.
Desempenho por setor: agro e indústria extrativa lideram
Exportações – Agosto 2025 vs Agosto 2024
– Agropecuária: +8,3% (US$ 0,51 bi)
– Indústria extrativa: +11,3% (US$ 0,74 bi)
– Indústria de transformação: -0,9% (queda de US$ 0,14 bi)
Importações – Agosto 2025 vs Agosto 2024
– Agropecuária: +0,4% (US$ 1,7 mi)
– Indústria extrativa: +26,5% (US$ 0,37 bi)
– Indústria de transformação: -3,8% (queda de US$ 0,85 bi)
Investimentos chineses no Brasil disparam 113% em 2024
Segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), os investimentos chineses no Brasil cresceram 113% em 2024, atingindo US$ 4,8 bilhões. O Brasil foi o principal destino dos recursos chineses entre países emergentes e o terceiro maior receptor global de capital produtivo da China.
Setores que mais atraíram investimentos
Com o governo Lula, projetos de infraestrutura voltaram a ganhar relevância, mudando o perfil dos investimentos chineses no país. A concentração geográfica também está se diversificando, com menos foco na região Sudeste e mais atenção a novos polos emergentes.
|
Setor |
Participação (%) |
Valor Investido (US$ bi) |
|
Eletricidade |
34% |
1,43 |
|
Petróleo |
25% |
1,00 |
|
Fabricação de automotores |
14% |
— |
|
Mineração |
13% |
— |
|
Transporte terrestre |
12% |
— |
|
Aparelhos elétricos |
2% |
— |
China desacelera nos EUA e aposta no Brasil
Enquanto os investimentos chineses nos Estados Unidos caíram 11% em 2024, no Brasil eles dispararam. Na América Latina e Caribe (excluindo o Brasil), houve queda de 8,4%. A preferência pela economia brasileira reflete a nova postura diplomática do país e sua reabertura a blocos econômicos estratégicos.
Maiores informações
Investimentos Chineses no Brasil: https://www.cebc.org.br/download/15657/?tmstv=1756925971%20







Seja o primeiro a comentar