A “avalanche” de shows internacionais em 2025 no Brasil é mais do que um fenômeno cultural — é um motor de desenvolvimento econômico. Ela gera empregos, tributos, turismo e renda, fortalece o setor de eventos e potencializa o Brasil como destino de grandes turnês.

Shows movimentam emoções, mas também empregos, serviços, turismo e impostos. Mesmo com estimativas conservadoras, o impacto total pode ultrapassar meio bilhão de reais se considerarmos comércio, merchandising, tributos e eventos paralelos.
Esse cenário mostra como a economia criativa vem se tornando um dos motores de crescimento urbano, especialmente em grandes metrópoles como São Paulo.
Oportunidade para quem empreende
Para quem tem um negocio em um grande centro como Sâo Paulo por exemplo, Se você tem um negócio em SP — seja um restaurante, bar, hotel, loja, aplicativo, ou até um serviço de aluguel de power banks — vale a pena se planejar e aproveitar essa onda. A cidade vai ferver, e com organização, criatividade e divulgação, dá pra transformar a música em lucro.
Impacto econômico dos grandes shows internacionais em 2025
1. Movimentação financeira direta
Estima-se que os grandes shows e festivais movimentem entre R$ 1,2 bilhão e R$ 2 bilhões no Brasil apenas no segundo semestre de 2025. Exemplos:
– The Town 2025 (São Paulo): deve gerar mais de R$ 400 milhões em impacto econômico, segundo projeções da organização, semelhante à edição anterior.
– Tomorrowland Brasil (Itu/SP): pode ultrapassar R$ 300 milhões, incluindo hotelaria, transporte e alimentação.
– Turnês como Linkin Park, Oasis e Kylie Minogue geram R$ 20 a 60 milhões por cidade em média, considerando ingressos, vendas de alimentos, transporte e merchandising.
2. Turismo, hotelaria e aviação
– A ocupação hoteleira pode atingir 90% nas capitais nos fins de semana dos shows, com tarifas até 40% mais altas.
– Voos domésticos e serviços de transporte (Uber, 99, ônibus intermunicipais) registram picos de demanda, beneficiando companhias aéreas, motoristas e rodoviárias.
– Setores como bares, restaurantes, delivery e lojas de conveniência têm aumento de até 50% no faturamento nas datas dos eventos.
3. Geração de empregos
– Os grandes eventos geram de 10 mil a 40 mil empregos temporários por festival, como:
- Seguranças, montadores de palco, atendentes, técnicos, guias de turismo e vendedores ambulantes.
- Além disso, impulsionam empregos indiretos em logística, limpeza, transporte, hotelaria e alimentação.
4. Arrecadação de impostos
– A arrecadação de ISS, ICMS e taxas de serviços aumenta substancialmente nas cidades que sediam os eventos.
– Exemplo: o Rock in Rio gerou mais de R$ 100 milhões em tributos ao município e estado do Rio de Janeiro em 2022. O The Town 2023 teve impacto semelhante em SP, e a edição 2025 deve superar.
5. Valorização da imagem do Brasil no exterior
– O país se consolida como polo global de turismo musical, o que:
- Atrai futuros investimentos culturais.
- Reforça a retomada pós-pandemia no setor de entretenimento.
- Aumenta a visibilidade de artistas brasileiros ao dividirem palco com estrelas internacionais.
6. Estímulo ao consumo e empreendedorismo
– Lojistas e empreendedores locais criam produtos temáticos (camisetas, bonés, acessórios, experiências).
– A economia criativa (moda, alimentação, design, marketing de eventos) cresce exponencialmente nesse período.
– Muitos pequenos negócios aumentam o faturamento mensal em 30% a 100% nas semanas dos eventos.
Shows internacionais em 2025 vão injetar quase R$ 500 milhões na economia de São Paulo
Para quem ama música ao vivo, prepare o coração (e o bolso). O segundo semestre de 2025 promete ser histórico para São Paulo — não apenas pelos nomes incríveis que vão passar pelos palcos da cidade, mas pelo impacto econômico que esses eventos vão gerar.
Com turnês de artistas como Oasis, Linkin Park, Kylie Minogue, Fall Out Boy e Mariah Carey, além de megafestivais como o The Town e o Tomorrowland, a capital paulista deve receber mais de 800 mil fãs nos próximos meses. E isso movimenta muito mais que emoção: movimenta dinheiro — e muito!
Segundo estimativas baseadas nos dados dos próprios organizadores e de estudos anteriores, só nos setores de hotelaria, gastronomia e transporte, a cidade pode girar mais de R$ 466 milhões com os shows internacionais que estão por vir.
– Hotelaria: a expectativa é que os hotéis de São Paulo batam recordes de ocupação, com 85% dos quartos ocupados nos fins de semana dos eventos. E claro: com a alta demanda, o preço sobe. A diária média, que costuma girar em torno de R$ 500, pode chegar a R$ 700 em alguns dias. Só no setor de hospedagem, isso representa um incremento de mais de R$ 100 milhões no faturamento local — isso sem contar Airbnb, hostels e outras acomodações alternativas que também surfam na onda do turismo musical.
– Restaurantes e bares: se tem show, tem rolê. E se tem rolê, tem comida. A previsão é que os turistas gastem em média R$ 630 com alimentação e bebidas durante a estadia. Já os moradores de São Paulo que vão aos eventos devem gastar cerca de R$ 150 por noite com restaurantes, lanches, drinks e aquele delivery no pós-show. No total, a gastronomia paulistana pode faturar mais de R$ 250 milhões nesse semestre. Um prato cheio para bares, food trucks, dark kitchens e todo o ecossistema de alimentação fora do lar.
– Transporte: o transporte também vai sentir o efeito da maratona de shows. Estima-se que serão mais de 2 milhões de corridas por aplicativos e táxis, gerando um faturamento de quase R$ 100 milhões. Além disso, só o sistema de transporte público (metrô e CPTM) deve registrar 600 mil viagens extras, principalmente nos dias de festival. Isso sem contar a movimentação nos aeroportos e rodoviárias, que vai ser intensa.
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Calendário de shows internacionais em 2025
Teremos uma verdadeira avalanche de shows internacionais no segundo semestre de 2025 no Brasil. De grandes festivais (The Town, Tomorrowland) a turnês solo de peso (Linkin Park, Oasis, James Blunt, Kylie Minogue), sem contar os rumores de Coldplay e Imagine Dragons. Vale acompanhar os anúncios oficiais e garantir ingressos com antecedência — e cuidado redobrado com revendas, especialmente nas turnês mais disputadas como a do Oasis.
Show confirmados
– Julho: James Blunt – 8/7 em São Paulo (Terra SP).
– Agosto: Kylie Minogue – 15/8 em São Paulo (Ibirapuera) “I Wanna Be Tour” (emo/pop-punk com Fall Out Boy, Good Charlotte e Yellowcard) e 23/8 em Curitiba e 30/8 em SP.
– Setembro: The Town Festival – 6, 7, 12, 13 e 14/9 em São Paulo (Interlagos), com headliners internacionais como Katy Perry, Green Day, Backstreet Boys, Mariah Carey, Jessie J, Iggy Pop, Lionel Richie.
– Outubro: Tomorrowland Brasil – festival de música eletrônica de 10 a 12/10 em Itu, com Armin van Buuren, Steve Aoki, Alesso, Vintage Culture e muitos outros.
– Novembro: Linkin Park – 8/11 (Rio), 10/11 (SP), 13/11 (Brasília), 15/11 (Porto Alegre); Damiano David (vocalista do Måneskin) – 7/11 em SP e Oasis – turnê de reunião “Oasis Live ’25”, com shows em 22 e 23/11 no Morumbi, SP
Turnês que passam também pelo Brasil:
– Shakira – “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour”: já passou pelo Brasil em fevereiro/junho, continua até 16/11, incluindo etapas na América do Sul
– Camila Cabello – “Yours, C Tour”: final da turnê será em São Paulo em 14 de setembro
Rumores e especulações (sem confirmação oficial):
– Coldplay: deve voltar entre novembro e dezembro
– Imagine Dragons, Usher: estariam sendo cotados para o The Town.







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